A Educação tem novo Ministro, mas quais seriam as prioridades dessa área tão importante?

Abraham Weintraub

NeuroConecte, empresa que desenvolve um trabalho voltado para Aprendizagem Socioemocional, Neurociência Educacional e promoção da Saúde da Mente na busca de soluções em contextos complexos, vem se posicionar sobre o anúncio realizado pelo Governo, nesta segunda (8), que após a demissão de Ricardo Vélez Rodríguez, Abraham Weintraub é o novo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro. Weintraub era secretário-executivo da Casa Civil.

O novo ministro da Educaçao, Abraham Weintraub, é formado em Economia pela USP pós graduado em Administração pela FGV, com trajetória profissional no setor financeiro. A princípio, tem pouca relação e afinidade com a área de Educação, a não ser por ser professor na UNIFESP. Se for capaz de montar e gerenciar uma equipe competente em Educação, pode se sair certamente melhor do que o ministro anterior. Se priorizar pauta ideológica, continuaremos com os desastres na pasta.

O governo federal precisa criar mecanismos para fortalecer a Educação Básica, que é primordialmente responsabilidade de estados e municípios, mas que demanda urgentemente uma ação consistente do poder central neste sentido, caso contrário, o país não avançará em qualidade na fase fundamental da Educação. “Entre estas possíveis ações, destaco a formação de professores e políticas de aprimoramento da carreira” afirma Alcione Marques, psicopedagoga e diretora da NeuroConecte.
O currículo de formação dos professores precisa garantir que tenham melhor preparo para conduzir os alunos em sala de aula. Além de um profundo conhecimento da BNCC – Base Nacional Comum Curricular e dos objetivos do aprendizado em cada etapa, é essencial contemplar boas técnicas pedagógicas, compreensão das etapas do desenvolvimento infanto-juvenil, melhor entendimento de processos cognitivos relacionados a aprendizagem, conhecimento da dimensão emocional e sua relação com o aprender. É necessário criar mecanismos para que novos professores recebam apoio/acompanhamento de professores mais experientes ou de professores que desempenham melhor sua função.
Alcione completa que “Professores especialistas, aqueles que são formados em determinada disciplina, precisarão de um melhor preparo na prática pedagógica, pois somente conhecer profundamente a disciplina não garante que ela seja ensinada adequadamente.”
Já há movimentos no sentido de mudanças na formação de professores, mas estas precisarão também incluir uma valorização do professor via remuneração e ações de formação continuada.
“Esperemos que a experiência administrativa do novo ministro contribua para a condução da pasta na direção do que de fato precisa ser feito”, afirma Alcione Marques.

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