2º Curso – Primeira Infância Primeiro – jornalismo & eleições

2º Curso – Primeira Infância Primeiro – jornalismo & eleições

Curso voltado a jornalistas – tem objetivo de provocar discussões sobre a importância da Primeira Infância na gestão pública e estimular o debate sobre as eleições 2022 no Brasil.

Promovido pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, o segundo curso Primeira Infância Primeiro – Jornalismo & Eleições, conta com apoio de Abraji- Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Associação de Jornalismo Digital – Ajor e Jeduca: Associação de Jornalistas de Educação.
Inscrições abertas – até 10 de setembro!

@fundacaomariacecilia

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Para mais informações acesse:

Curso Primeira Infância Primeiro

O Potencial da atividade física para a Saúde e Cognição

O Potencial da atividade física para a Saúde e Cognição

Acabamos de desejar a muitas pessoas um “Feliz Ano Novo”. Alguns apostaram no prêmio aumentado da loteria para buscar um ano mais feliz, com uma possibilidade (minúscula, temos que dizer) de ganhar uma boa soma de dinheiro. Mas, do que depende nossa felicidade?

Pesquisas têm mostrado que o bem-estar e mesmo a felicidade dependem muito menos das circunstâncias e muito mais de atitudes, habilidades e comportamentos (Tkach & Lyubomirsky, 2006). Ou seja, ser feliz está muito mais relacionado com o modo como lidamos com a vida e com certos recursos internos para lidar com ela do que com os acontecimentos em si.

Essa parece ser uma afirmação simples, mas não significa que seja fácil, uma vez que se trata de questões subjetivas construídas ao longo da vida e de mudanças de comportamentos e hábitos arraigados. Mas o fato é que, em certa medida, pode ser um alento saber que mudar algumas pequenas coisas no cotiano pode ter um impacto importante em nossa qualidade de vida e no quanto nos sentimos felizes. E hoje falaremos sobre o potencial da atividade física.

Todos nós temos ouvido há muito tempo que os exercícios físicos são extremamente benéficos para a saúde física. Nisso não há novidade e muitas vezes buscamos incluí-los na nossa rotina pensando em manter o sistema cardiovascular em ordem, perder peso ou fortalecer os músculos para evitar problemas ósseos.

No entanto, nos últimos anos tem havido um crescente interesse das áreas de saúde mental nos benefícios da atividade física para a saúde e bem-estar emocional e psicológico. Uma revisão sistemática (pesquisa que levanta estudos sobre o tema no mundo todo) concluiu que exercícios físicos são recursos valiosos para a promoção da saúde mental e para a redução do risco de desenvolver depressão (Mammen & Falkner, 2013).

A atividade física melhora o humor e diminui o estresse, o que pode aumentar a percepção de bem-estar. Também pode favorecer o contato com a natureza, se é praticada ao ar livre, e aumenta a socialização (por enquanto com distanciamento e uso de máscaras), o que também traz impactos positivos.

É um conhecimento relevante quando se considera que os transtornos mentais acometem em torno de 14% da população mundial. Entre eles, a depressão, um dos transtornos mentais mais prevalentes que, por sua vez, está relacionada à piora da saúde de um modo geral (Hamer et al., 2012) e ao comprometimento da qualidade de vida.

Desse modo, é animador saber que os exercícios físicos são fatores de proteção para a saúde mental, contribuindo para a melhora do humor diário e bem-estar psicológico, já que se pode pensar em uma gama enorme de práticas que os tornam acessíveis e atraentes a praticamente qualquer pessoa.

Além disso, estudos com crianças entre 5 e 18 anos evidenciaram a relação entre atividade física e a melhora do desempenho acadêmico e de habilidades cognitivas, como concentração, memória e inibição de impulsos. E melhores capacidades cognitivas também são fatores de proteção para a saúde mental, o que potencializa a importância da atividade física em todas as idades, especialmente na infância e adolescência.

No último ano, potencializado pelas circunstâncias impostas pela pandemia, se estima que tenha havido um aumento da incidência de transtornos mentais entre a população em geral. A permanência em casa gerou para muitos uma diminuição da atividade física e destacamos aqui o impacto preocupante para crianças e adolescentes.

Assim, este é um bom momento para pensarmos seriamente em como incorporar a prática da atividade física em nossa rotina, de nossos filhos e alunos. Com calma, comece pensando em algo que você goste e que seja relativamente fácil e acessível. Não tenha medo de experimentar uma modalidade e depois mudar. Proponha o mesmo para as crianças e adolescentes.

A saúde do corpo e da mente agradecem!

Referências

Esteban-Cornejo, Irene, et al. “Physical activity and cognition in adolescents: A systematic review.” Journal of Science and Medicine in Sport 18 (2015): 534-539.

Mammen G, Faulkner G. Physical activity and the prevention of depression: a systematic review of prospective studies. Am J Prev Med. 2013;45(5):649–657.

Hamer, Mark, Romano Endrighi, and Lydia Poole. “Physical activity, stress reduction, and mood: insight into immunological mechanisms.” Psychoneuroimmunology. Humana Press, Totowa, NJ, 2012. 89-102.

Tkach, Chris, and Sonja Lyubomirsky. “How do people pursue happiness?: Relating personality, happiness-increasing strategies, and well-being.” Journal of happiness studies 7.2 (2006): 183-225.


Por Alcione Marques
Diretora da NeuroConecte
Mestre em Ciências pela UNIFESP, pedagoga, psicopedagoga Clínica e Escolar
com aprimoramento em Reabilitação Cognitiva.

 

 

Palestra Gratuita de Mindfulness – Dezembro

Palestra Gratuita de Mindfulness – Dezembro

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O ser humano consegue manter o foco em uma atividade por um tempo limitado, que varia de acordo com a idade. Mas o fato é que frequentemente nos distraímos e nossa atenção não está voltada para o que está acontecendo no aqui e agora, o que empobrece nossa experiência. Um estudo de Harvard, realizado em 2010, aponta que, de todo o tempo que permanecemos acordados, quase a metade dele (47%) é gasto com as distrações

E como conseguir transformar essa dispersão? 

Mindfulness (ou Atenção Plena) é a condição de estar atento e mais consciente dos pensamentos, sentimentos e sensações corporais no momento em que as experiências ocorrem, sem reagir de forma automática ou habitual.
O mindfulness, consiste em prestar atenção ativamente a tudo que surgir interna ou externamente. Nos permite aceitar a experiência ao invés de reagir a ela. Isso alivia nossa carga consideravelmente.
Nesta palestra gratuita mindfulness, Luiza Hiromi Tanaka apresentará as bases do Mindfulness e evidências científicas de seus benefícios como:
  • redução do estresse e impactos positivos na saúde física e mental
  • aumento da capacidade de concentração
  • melhora da percepção, foco e criatividade
  • aprimoramento da escuta empática
  • aumento da habilidade de autorregulação das emoções e dos pensamentos

Conheça melhor o Mindfulness e como incorporá-lo no dia-a-dia, conhecendo uma nova possibilidade para lidar melhor com pressões e situações desafiadoras.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]

Informações

Dia 17/12/2020
Horário: 19h30 às 21h00
OBS. Utilize o Formulário de Cadastro a seguir para receber todos detalhes da transmissão.

Luiza Hiromi Tanaka

Doutora em Enfermagem pela USP. Professora afiliada do Departamento de Administração e Saúde Coletiva da UNIFESP. Professora orientadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da EPE/UNIFESP. Instrutora Senior do Programa Mindfulness para Saúde e Estresse, formada pelo Respira vida – Espanha e Breathworks – Inglaterra.

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Mindfulness para a Saúde – método Breathworks-Respiravida

On-line – via Zoom (o link será enviado para o e-mail informado na inscrição)
FEVEREIRO 2021 – Dias 4, 11, 18 e 25/2 – das 18h30 as 21h00
MARÇO 2021 4, 11, 18 e 25 – das 18h30 as 21h00

  • 8 encontros semanais de 2,5 horas cada – carga total de 20 horas
  • Treinamentos de práticas diversas
  • Disponibilização de áudios com meditações guiadas
  • Proporciona o aprendizado dos princípios do Mindfulness e sua prática no dia a dia.

[/vc_column_text][/vc_tta_section][vc_tta_section i_icon_fontawesome=”fa fa-street-view” add_icon=”true” title=”Consultoria” tab_id=”1607427055344-f72e5e5d-e918″][vc_column_text]Desenvolvemos estratégias em conjunto com sua empresa ou escola, para a criação de uma cultura mindful no ambiente de trabalho. Esta ação visa aumentar o interesse e engajamento das pessoas em cultivar um estilo de vida mais saudável, ampliando estratégias de manejo do estresse e aumentando o bem-estar.

Estas ações podem ser desenvolvidas por meio de mídias, intranet, cartazes, marketing, vídeos institucionais ou outros, de acordo com as possibilidades e cultura da empresa.[/vc_column_text][/vc_tta_section][/vc_tta_tabs][vc_separator color=”orange” style=”dotted” border_width=”5″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_wp_text title=”Palestra Gratuita Mindfulness”]

INSCRIÇÃO

* obrigatório
mês   

 

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Meu filho é viciado em eletrônicos?

Meu filho é viciado em eletrônicos?

Nomofobia – a Dependência Digital

Este é um tema que cada vez mais preocupa os pais, mas também os educadores, psicólogos, médicos e outros especialistas. E o mais surpreendente, é que muitos pais estão tomando consciência do fato por meio dos próprios filhos:

-“Mãe, acho que preciso de ajuda. Não consigo parar de jogar, só fico pensando nisso o tempo todo…”
ML, 11 anos.

A fala transcrita aqui nos impacta por dois motivos: o sofrimento da criança e a negligência ou não percepção por parte dos pais. Mas por ora vamos falar sobre o que é esta dependência e quais os impactos para a infância.

Também a OMS (Organização Mundial de Saúde) define a adicção ou vício como doença ou seja, a dependência digital, a nomofobia classificadas como patologias, mas por serem resultado de mudanças e avanços tecnológicos, muitos nem conhecem tal terminologia: non mobile phobia. Recentemente foram incluídos em estudos e pesquisas, mas com suficientes resultados e evidências científicas ao lado de outras, como as adicções às substâncias estimulantes(cocaína), euforizantes( ecstasy), sedativas(ansiolíticos) ou alucinógenas(cogumelos mágicos).

Importante acrescentar que há uma outra classificação nosológica, ou ainda, classificação de doenças na área da psiquiatria, a Classificação Francesa dos Transtornos Mentais da Criança e Adolescente (CFTMEA, em francês), que também identifica tais comportamentos nocivos. Para quem se interessa mais pela compreensão psicanalítica destes fenômenos pode procurar se aprofundar pelo trabalho de Rossano Cabral Lima (3).

O Guia Saúde da criança e do adolescente na era digital, lançado em 2016 é um bom material para se ter mais informações, principalmente quanto às interferências e mudanças no desenvolvimento infanto-juvenil que deixa de ser saudável (5).

Mas o que é excessivo? Qual o limite?

Espero não frustrar você, leitor, mas em termos de evidência científica ainda não há um substrato comum entre os estudos e estes não são tão conclusivos quanto as correspondências entre tempo de uso e danos.

No entanto sabemos que os jogos eletrônicos, assim como o uso da internet ou o uso excessivo de celular acabam trazendo problemas com o sono, impulsividade, aumento de ansiedade, depressão, agressividade, violência, intolerância às frustrações, dentre outros.

O imediatismo, a necessidade de terem tudo “num clic”, a falta de paciência é uma característica destes usuários que por si só não é promotor de seus desenvolvimentos, o qual é inerente o tempo, processos e compensações.

Já conhecemos muito como o cérebro de uma criança amadurece e se desenvolve, logo podemos fazer uso de nossas intuições, informações confiáveis e bom senso.

Refletir, pensar sobre o que uma criança perde enquanto está olhando para as telas, o quanto fica desnorteada quando não tem uma tecla para clicar, são dicas. O número crescente de crianças obesas, aumento de problemas psiquiátricos na infância, também são outras observações evidentes que valem a pena colocar atenção.

Abaixo coloco o que já foi bastante divulgado, que são as diretrizes da Associação Americana de Pediatria (AAP), as quais você pode encontrar na BBC News(1)*:

  • Para crianças com menos de 18 meses, evite qualquer uso de tela além de chamadas de vídeo;
  • Pais de crianças com idades entre 18 e 24 meses que desejam introduzir o uso de mídias digitais devem escolher uma programação de qualidade e assistir junto com seus filhos para ajudá-los a entender o que estão vendo;
  • Para crianças de 2 a 5 anos, o uso de telas deve ser limitado a uma hora por dia e a programas de qualidade. Os pais devem assistir com os filhos;
  • Para crianças de 6 anos ou mais, imponha limites consistentes, garantindo que o tempo de tela não atrapalhe o sono e a atividade física.

Instituições de pesquisa nacionais e internacionais são unânimes em alegar que o uso deve ser sempre supervisionado, bem como deve ser evitado o uso excessivo e prolongado, assim como podemos encontrar depoimentos da Sociedade Brasileira de Pediatria (5).

Crianças menores de 2 anos: não deve ser usado;
Crianças entre 2 e 5 anos: até 1 hora por dia;
Crianças entre 6 e 10 anos: até 2 horas por dia;
Adolescentes entre 11 e 18 anos: até 3 horas por dia, nunca “virar a noite”;
Todas as faixas etárias: nada de telas durante as refeições e desconectar entre 1 a 2 horas antes de dormir
Cada família tem suas escolhas e dinâmicas e também precisamos ter em mente que possíveis reflexos ou danos do excesso de exposição não serão percebidos tão imediatamente, já que o cérebro infanto-juvenil está em processos de transformações e precisa de prioridades para se desenvolver em sua melhor potência.

E é também inevitável aceitarmos que a tecnologia digital veio para não voltar- dados da pesquisa TIC Kiks Online(2018), realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mostrou que 86% das crianças e adolescentes brasileiros, entre 9 e 17 anos, estão conectados-, portanto é necessário saber lidar e usá-la para o melhor. Já dizia Paracelso, inquestionável médico do séc. XVI, “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”.

Sugiro então aqui um modo inteligente, razoável de mobilizar os pais de crianças para possíveis sinais de alerta, baseado no RCPCH (Royal College of Paediatrics and Child Health) (1) e em outros. Aconselhando os pais e responsáveis a se questionarem:

  • O tempo de tela na sua casa é controlado?
  • O uso de telas interfere no que a família quer fazer?
  • Seu filho tem dormido bem e o suficiente? E seu humor, tem alterado?
  • Você consegue controlar o que a criança come durante o tempo de uso de tela?
  • A criança deixa de comer o que gosta para jogar ou usar o eletrônico?
  • Seu filho tem trocado constantemente as relações pessoais pelas digitais, evitando as primeiras?
  • Deixa de fazer outras coisas que se divertia só para usar o eletrônico?
  • Já mentiu para encobrir o uso de eletrônicos? Ou tenta disfarçar que usa?

Tais questionamentos são mais efetivos do que colocar uma idade limite ou tempo limite para cada faixa etária, por incrível que pareça!

Inclusive para aqueles que são relutantes ao uso e se utilizam da informação que faz mal para os olhos, isso não é uma verdade cientifica. Então não a utilizem para convencer seus filhos, pois se eles aprenderam a usar a informação digital com mais competência vão saber que a Academia Americana de Oftalmologia alega que olhar direto para as telas não causa dano, mais pode ocasionar vista cansada ou a síndrome do olho seco, que se reverte com colírio lubrificante.

O pediatra Daniel Becker orienta o mesmo que orientamos: se quiser ter algum êxito com os filhos busque acordos familiares e sejam bons exemplos, do contrário causarão mais estresse e pior, a legitimidade da autoridade paternal tão necessária e importante, será “deletada”pelos filhos. Este é um preço ainda mais alto que todos pagarão, neste caso.

Por outro lado, toda criança que pode estar exagerando na relação com os aparelhos e mundo digitais, pode ter pais que exageram…

Será que tenho nomofobia?(2)

Você tem dúvida ou quer refletir melhor se está exagerando ou não no uso do celular?Abaixo alguns sinais nos adultos:

  1. Checar o celular a cada dois minutos, de forma obsessiva;
  2. Ter a impressão de que a toda hora o celular está tocando ou vibrando;
  3. Em casos mais extremos, sintomas de abstinência na falta do aparelho, como taquicardia e sudorese;
  4. Mentir sobre o tempo que gasta no celular;
  5. Ficar com o humor alterado e apresentar irritação sempre quando o sinal da internet desaparece;
  6. Ter o trabalho e as relações familiares ou com amigos em risco pelo uso excessivo do celular;
  7. Tentar diminuir o tempo na internet sem qualquer êxito (fonte:BlogPsicologia Viva)

Infelizmente ainda não encontramos um estudo que avaliasse a eficácia de qualquer tipo de intervenção terapêutica para jogadores adultos com sérios problemas de vicio de jogos eletrônicos e também para crianças. Mas há indícios de algumas formas de intervenção, como terapia de apoio e de aconselhamento, terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental. Outras técnicas como neurofeedback e terapia com óculos 3D precisam ser mais estudados. Para escolher o terapeuta ou a terapia ouça o profissional, peça exemplos, indicações confiáveis, e observe o que seu filho fala ou expressa sobre o mesmo. Pergunte, tire suas dúvidas e conte com sua intuição e conhecimentos.

E também é preciso dizer que os adictos apresentam formas aumentadas de vulnerabilidade enquanto indivíduo e costumam apresentar baixa tolerância à frustração, alta esquiva ao dano, ansiedade acima do normal e baixa estima.

Mencionamos os aspectos emocionais e psíquicos, mas não posso deixar de falar dos aspectos cognitivos, tão importante quanto um estudo feito por Vásconez Villavicencio, da Universidade Técnica de Ambato no Equador, o qual concluiu que a nomofobia afeta de modo significativo o processo de ensino-aprendizagem, de acordo com a população pesquisada.

Portanto para prevenção de tristes e dolorosos cenários mentais, vale a pena cultivar a autoestima e o exercício dos limites com afeto e responsabilidade. Este “remédio” é muito menos custoso em vários sentidos.

Vamos evitar que a síndrome nomofobia seja uma epidemia, mas que seja um alerta e um ampliar de consciência dos adultos em prol da saúde e bem-estar de seus filhos e crianças.

Por Adriana Fóz

 


Referências:

1. ROBERTS, M. BBC News. Celular e tablets para crianças: passar muito tempo usando eletrônicos pode prejudicar desenvolvimento, janeiro de 2019.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47036386

2- BlogPsicologia viva.O que é nomofobia? Entenda sobre a síndrome da dependência digital, julho de 2018.
Disponível em: https://blog.psicologiaviva.com.br/dependencia-digital/

3- LIMA, R. C. Estilos da Clínica, 2019, V. 24, nº 1, p. 173-177
DOI: 10.11606/issn.1981-1624.v24i1p173-177

4- ABREU, C. N. e cols . Rev Bras Psiquiatr. 2008;30(2):156-67. Dependência de Internet e de jogos eletrônicos: uma revisão.
https://doi.org/10.1590/S1516-44462008000200014

5- Sociedade Brasileira de Pediatria.O Guia Saúde da criança e adolescente na era digital,2016 (revisado em 2020).
disponível em: https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-atualiza-recomendacoes-sobre-saude-de-criancas-e-adolescentes-na-era-digital/

*Contudo, a Sociedade Canadense de Pediatria é ainda mais diretiva: não se deve usar nenhum eletrônico antes dos 2 anos de idade (1).

 

 

 

 

A Saúde Mental dos Professores, obrigados a se reinventar

A Saúde Mental dos Professores, obrigados a se reinventar

Especialistas analisam principais problemas que afetam os professores em seu dia e dão dicas para a saúde mental

Lidar melhor com a ansiedade, o estresse e as emoções desagradáveis (também chamadas comumente de “negativas).

Considerado um dos principais desafios que envolvem a saúde mental do professor, já que a atividade docente é uma das profissões que mais exigem trabalho mental.

Se não forem bem manejados, estes fatores podem gerar grande desgaste que repercutem sobre a saúde física e emocional e, assim, afetam significativamente o desempenho profissional.

Nessa perspectiva, vamos abordar a importância de promover a saúde mental dos professores e mostrar como reduzir os impactos do distanciamento social causado pela pandemia de coronavírus na rotina diária. Confira, ainda, dicas da dra. Luciana Mancini Bari, médica do Hospital Santa Mônica e de Alcione Marques, psicopedagoga da NeuroConecte, para a promoção da saúde mental nesse grupo e a importância de buscar ajuda quando necessário. Aproveite a leitura!

A importância da promoção da saúde mental de professores

Uma recente pesquisa sobre o impacto do sofrimento mental dos professores que atuam no ensino público no Paraná destacou a relevância do cuidado com a saúde emocional desses profissionais. O resultado da amostra com 1021 professores revelou os seguintes dados:

  • ansiedade em 70%;
  • distúrbios psíquicos em 75%;
  • depressão em 44% dos entrevistados.

Esses índices demonstram a necessidade urgente de buscar formas de reduzir os efeitos da quarentena na rotina diária desses profissionais. A substituição da modalidade de aulas presenciais pela online elevou a carga de trabalho, aumentou a ansiedade e o estresse e gerou todo tipo de desgastes nesse grupo.

Na verdade, ninguém estava preparado para as mudanças impostas pela pandemia e, para os profissionais da educação, isso teve um peso ainda maior. Fatores como cobranças administrativas e a falta de preparação para essas transformações geraram graves problemas à saúde física e mental dos educadores.

Mediante a urgente necessidade de se reinventar, muitos professores tiveram a saúde emocional abalada pelos desafios impostos por esse cenário. Muitas são as demandas que exigem a rápida adaptação deles a essas situações. Além disso, o ritmo do trabalho virtual pode ser muito mais intenso do que nas aulas convencionais.

Logo, a adaptação forçada ao “novo normal”, a extensa rotina online, o medo da contaminação pela doença, o medo de muitos de perderem seus empregos e a necessidade de manter o isolamento resultaram em grandes impactos psicológicos nesses profissionais. Por isso, a atenção à promoção da saúde mental dos educadores não pode ser negligenciada.

Saúde mental dos professores na quarentena

Promover a saúde mental do professor se tornou ainda mais necessário para superar os desafios impostos pelas aulas digitais. Um estudo publicado pelo Scielo alertou sobre a importância de prevenir o adoecimento mental nesse grupo, dada a complexidade que envolve o trabalho docente nesse contexto de pandemia.

saúde mental desses profissionais durante a quarentena é um tema de extrema relevância, já que muitos estão ficando exaustos, já que o novo contexto exige que se aprenda novas habilidades em um curto espaço de tempo, o que por si só é cansativo.

Além disso, o trabalho em casa, muitas vezes tendo de conciliar com as rotinas domésticas e necessidades da família geram uma grande sobrecarga. Na maioria das vezes, não há um suporte adequado por parte da direção da escola. Por essa razão, muitos docentes se sentem impotentes diante dos desafios que não conseguem enfrentar sozinhos.

Alguns profissionais — como pedagogos e psicólogos — que poderiam apoiar os docentes nesse momento nem sempre estão presentes. Por conseguinte, os professores estão cada vez mais expostos aos altos níveis de estresse decorrentes do cenário atual da educação que podem levar a transtornos mentais.

Entre os maiores fatores que afetam a saúde mental dos professores, destacam-se:

  • desvalorização social do trabalho;
  • classes virtuais muito numerosas;
  • falta de preparo para lidar com as tecnologias de ensino à distância;
  • falta de técnicas pedagógicas para o ensino on-line;
  • falta de apoio da gestão escolar;
  • relações interpessoais insatisfatórias;
  • turmas desinteressadas pelo aprendizado;
  • desânimo e desmotivação para o trabalho;
  • inexistência de tempo para um adequado descanso;
  • cobranças e exigências de qualificação do desempenho.

Dicas para promover a saúde mental do professor

Um ensaio sobre Liderança Educacional, publicado pela Universidade de Harvard (EUA), abordou a importância de proteger a saúde mental dos professores. Segundo os pesquisadores, os docentes percebem a necessidade de promover o bem-estar de seus alunos, mas nem sempre se dão conta da relevância de cuidar da própria saúde mental.

Tendo isso em vista, elencamos algumas práticas para melhorar a condição emocional do professor. Confira!

  1. Organize sua rotina

    Engana-se, quem pensa que dar aula em casa é uma tarefa fácil. Além da necessidade de mais tempo para pesquisar, planejar e elaborar as videoaulas ou podcasts, ainda há o risco de imprevistos que podem surgir durante o dia. Portanto, organizar melhor a rotina e estabelecer um cronograma com as atividades diárias é crucial.

2. Pratique atividade física

Além de fortalecer o organismo contra diversos tipos de doenças, inclusive a Covid-19, os exercícios físicos ajudam a relaxar a mente e promover o bem-estar emocional. Tais práticas se tornam imprescindíveis à diminuição do estresse e ao controle dos pensamentos negativos que comprometem a saúde mental do professor.

3. Desconecte-se

Entre as formas de preservar o auto-cuidado, o controle do uso de dispositivos eletrônicos é um dos mais relevantes. Como o cenário atual trouxe a necessidade do uso constante da tecnologia para o trabalho, os professores precisam buscar um ponto de equilíbrio em suas tarefas diárias.

O ideal é alternar a elaboração das videoaulas com atividades relaxantes, como ioga, caminhada e práticas de instrumentos musicais. Adotar essas medidas ajuda a relaxar o cérebro, além de movimentar o corpo para evitar os danos decorrentes da postura durante o trabalho online.

4. Melhore as relações com os colegas

É fundamental que o corpo docente cumpra as metas estabelecidas pela escola, mas o papel do diretor e dos demais auxiliares é fundamental na organização da demanda.

Melhorar as relações com os colegas e manter uma comunicação eficaz pode diminuir a pressão e as cobranças resultantes da sobrecarga de trabalho.

5. A importância de buscar ajuda

Diante de tudo isso que apresentamos, é preciso buscar maneiras mais adequadas para lidar com a questão emocional dos educadores em tempos de pandemia. Por isso, para garantir uma saúde mental dos professores mais equilibrada, a ajuda profissional é indispensável.

Nessas circunstâncias, somente uma equipe de especialistas está apta a auxiliar os docentes na superação dos riscos associados à rotina escolar.

Um suporte adequado é essencial para o enfrentamento das questões resultantes dessa rápida transformação do contexto educacional.

Como vimos, diversas questões podem prejudicar a saúde mental do professor e comprometer a qualidade do ensino. Logo, a ajuda de uma instituição especializada em saúde mental não pode ser negligenciadas.

FONTE: https://www.vidaeacao.com.br/saude-mental-dos-professores/

Aprendizado por projetos se consolida nas escolas

Aprendizado por projetos se consolida nas escolas

Cada vez mais instituições de ensino incorporam o método com o objetivo de desenvolver estudante de maneira integral

Luciana Alvarez, especial para o Estadão
Com a promessa de desenvolver os alunos de maneira integral – e não apenas o lado cognitivo -, cada vez mais colégios passaram a incluir em currículos o trabalho por projetos. Embora estejam quase onipresentes nas escolas atualmente, tanto particulares como públicas, há formas muito variadas de serem aplicados e pesos bem diferentes na proposta pedagógica.
Na Escola Concept, o ensino é exclusivamente por projeto. Conteúdos, habilidades e competências a serem desenvolvidos a cada ano são reunidos dentro de alguns; em geral, são dois ou três a cada trimestre. Priscila Torres, diretora da unidade paulista, explica que todos os parâmetros e os objetivos são articulados em uma proposta de interesse dos alunos. Para o 3.º ano do fundamental, por exemplo, é esperado que aprendam em Ciências com a diferença entre animais terrestres e aquáticos; em Matemática, estimativa de massa; em Linguagens, as mídias digitais. “Eles queriam entender por que os ambientes naturais pareciam mais saudáveis na pandemia. A partir disso, construímos um telejornal.”

Na proposta que a escola adota, os alunos são avaliados individualmente (cada um apresentou uma notícia) e coletivamente (fizeram um site reunindo tudo o que aprenderam na atividade). Apesar de todo o processo ser via projetos, há exames. “A gente tem autoavaliação, avaliação continuada e prova. Essa variedade é importante para entender onde estão as lacunas.”

Mescla. O mais comum, contudo, é que as escolas usem projetos concomitantemente a aulas por disciplinas e, nessas atividades, as “notas” sejam na verdade rubricas de aprendizados, classificando os alunos por grau de proficiência. “Quando se fala em aprendizagem por projetos, você sai do contexto de erro e acerto. Mas a escola tem de pensar em como conseguir evidências de que há aprendizado e dar um feedback ao longo do processo. A avaliação tem de acompanhar o percurso”, diz Bernard Caffé, fundador da plataforma de educação Jovens Gênios.

Faz dois anos que a rede Poliedro passou a incluir projetos na grade do médio – antes havia só atividades extras. “Nosso modelo já contempla o novo ensino médio da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), com itinerários. Tem uma formação básica, igual para todos, e um modelo em que o aluno trabalha com conhecimentos específicos, que escolhe conforme suas afinidades. É aí que entram os projetos”, diz Andrea Godinho de Carvalho Lauro, coordenadora do médio do Poliedro. A instituição não abre mão de uma forte preparação para vestibular, e Andrea defende que os projetos contribuem. “As habilidades não são apartadas do conhecimento. Não há mais espaço para desenvolver o conteúdo sem a ligação com as competências socioemocionais.”

Se em teoria projetos despertam o interesse de aprender, na prática o modelo pode não ser o melhor para todos. “Entendo a importância, mas prefiro fazer provas”, diz Vitório Armani de Lacerda Lima, no 2.º ano do médio do Poliedro. “Quero Engenharia no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), preciso me preparar. Por isso acho que a escola tem de dar mais ênfase a provas mesmo. Em um projeto, a gente pensa na eficiência e divide as tarefas com cada um no que tem qualidade. Para a prova, tenho de me forçar no que não sei tão bem”, pondera.

Experiência. Apesar de ter ganhado relevância nos últimos anos, o ensino por projetos é tradicional em alguns colégios da capital paulista, como o Gracinha, que na década de 1990 já era uma referência no tema. “Projeto traz uma abordagem multidisciplinar, que permite mais interação. Mas nem tudo cabe em um projeto. Temos momentos de aula expositiva, de aula invertida”, afirma Ligia Mori, diretora pedagógica da escola.

Gizele Gasparri, professora de Ciências no Colégio Albert Sabin e na rede estadual, propõe projetos para suas turmas há mais de 20 anos. “Até hoje me emociono de lembrar de um de 2006 sobre correntes elétricas com uma turma da rede pública, quase todo com sucata.”

A neuropsicóloga Adriana Fóz, autora do livro A Cura do Cérebro, garante que pode ser um método eficaz, mas lembra que só fazer um projeto não basta. “A escola precisa checar a aprendizagem e o aluno ter consciência do que aprendeu. Para muitos, esses aspectos ainda têm de ser incorporados.” Ela diz que, por provas ou projetos, os alunos precisam ser exigidos. “Se trabalha só de jeito prazeroso, a educação fica falha. A cobrança cuidada é uma estimulação necessária. O cérebro tende à homeostase. Se lhe for permitido, vai só na sombra e água fresca.”

No Equipe, a função dos projetos é tirar o alunos da zona de conforto. “No 2.º ano do médio, estudam a agroindústria. Antes da pandemia, eles iam a Ribeirão Preto visitar uma usina de cana, conversar com trabalhador rural, com responsável por indústria de alimentos, iam a acampamento de sem-terra. Isso envolve todas as disciplinas: inclui de Geografia a Química, de Filosofia a Biologia”, diz Luciana Fevorini, diretora da instituição.

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/educacao/aprendizado-por-projetos-se-consolida-nas-escolas,3a31eeb06495122227eb5d022f9c29b2dj18sc17.html