Formação continuada: como identificar as necessidades formativas do professor?

Formação continuada: como identificar as necessidades formativas do professor?

A educação muda o tempo todo. Vivemos em um mundo acelerado e repleto de informações para absorver e processar. Todo dia uma novidade, concorda? É daí que surge uma pressão ainda maior sobre os professores, que precisam acompanhar a constante mudança na educação e na geração.

Nos últimos anos, muitas ações voltaram-se para a aprendizagem socioemocional dos estudantes. E isso é ótimo e necessário, mas e quanto aos professores? Na maioria das vezes, o preparo que o professor recebe é bastante limitado. Ele tem que contar com os recursos emocionais que já possui, havendo poucas ações direcionadas ao aumento de suas próprias habilidades socioemocionais.

Como esperar que o jovem aprenda a desenvolver competências emocionais se o professor não estiver preparado para manejar as próprias emoções?

“Se por um lado sabemos que aprender sobre emoções e competências socioemocionais promovem nossa saúde física e mental, por outro lado ainda é pífio o adequado preparo do professor para lidar com as próprias emoções. Apenas 30% dos cursos de formação em pedagogia, segundo a Fundação Getúlio Vargas em 2022, tratam deste tema” — Adriana Fóz e Alcione Marques, diretoras da NeuroConecte.

Neste artigo, você vai entender como identificar as necessidades formativas do professor e a importância de pautar a saúde mental e emocional na formação continuada. Continue lendo para saber mais!

Formação continuada: como identificar as necessidades formativas do professor?

Mapear, analisar e compreender quais são as necessidades formativas do professor é fundamental para engajar a equipe docente e promover melhorias na qualidade de ensino.

Acompanhar as tendências educacionais, novos recursos tecnológicos interessantes para as práticas pedagógicas e entender as dificuldades dos estudantes são informações relevantes para incluir no Projeto Político Pedagógico (PPP) e planejar a formação continuada dos professores.

No entanto, é importante ir além e trazer um olhar mais para dentro da escola. O exercício de escuta ativa e observação são práticas muito importantes que o diretor e o coordenador pedagógico devem ter para definir os temas da formação.

“O que o professor deve saber, então, vem se tornando um importante campo de investigação também no Brasil, em que se faz necessário um novo olhar, um repensar da construção pedagógica que contemple informações vindas do estudo do cérebro que aprende” — Adriana Fóz, neuropsicóloga, especialista em educação emocional e diretora da NeuroConecte.

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Boas práticas para identificar as necessidades formativas do professor:

Escuta Ativa: Dar espaço para que os professores expressem preocupações, desafios e dificuldades é fundamental. Essa abertura promove um ambiente acolhedor e colaborativo, permitindo que diretores e coordenadores pedagógicos identifiquem temas formativos alinhados às necessidades práticas apontadas pelos professores.

Observação Atenta: Além da escuta ativa, a coordenação deve observar de perto as práticas docentes, tanto nos encontros formativos quanto no dia a dia escolar. Transitando pelos corredores da escola e analisando o desempenho em sala de aula, é possível coletar informações valiosas para o planejamento da formação continuada.

Valorização do professor e os cuidados com a saúde mental

As competências socioemocionais são recursos internos valiosos para o professor, pois pode ajudá-los a lidar com as demandas da atividade docente. Além disso, são fundamentais para reconhecer a dimensão emocional e relacional, fundamentais no processo de educação escolar.

Se o professor tem autoconfiança e inteligência emocional para lidar com os desafios e as frustrações, mais recursos terá para gerenciar conflitos, promover o clima escolar positivo e melhorar sua prática docente.

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“O bem-estar do professor terá reflexos em sua prática docente, no modo como lida com os alunos e fará com que seja um modelo mais positivo para eles”, segundo Alcione Marques e Gustavo Estanislau no livro “Dilemas na Educação: Novas Gerações, Novos Desafios”.

Por isso, além de identificar as necessidades formativas com base nas avaliações e inovações pedagógicas, pautar a educação emocional na formação continuada dos professores também é muito importante para garantir o bem-estar, a motivação e a realização da equipe docente.

Aproveite o assunto e assista a Websérie da NeuroConecte!

  1. 01 | Saúde mental não é tema para ser trabalhado na escola? | NeuroConecte
Efeitos de uma intervenção preventiva em regulação emocional em contexto escolar

Efeitos de uma intervenção preventiva em regulação emocional em contexto escolar

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece que deve ser dada aos alunos a oportunidade e os meios para uma formação que considere os vários aspectos físicos, emocionais, afetivo, social e cognitivo de desenvolvimento.

Em 2020, foi realizado um estudo com o objetivo de se avaliar o impacto de intervenções de regulação emocional no desempenho escolar e nas habilidades sociais de estudantes que estão iniciando a educação formal.
Os resultados indicam que os programas em regulação emocional podem trazer benefícios para o desenvolvimento das habilidades sociais dos estudantes e podem estabelecer precedente para a melhoria posterior do desenvolvimento acadêmico.


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    Neurociência na Educação

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    Neurociência é uma disciplina relativamente nova que agrupa conhecimentos das áreas da Neurologia, Psicologia e Biologia.

    Estudos fundamentais sobre a função da percepção, emoções, aprendizagem e memória mostraram significativo progresso, especialmente adotando abordagens da Neurociência Cognitiva.

    Alfabetização em neurociência reveste-se de importância para o cotidiano, ajudando a população a ter melhor entendimento de si e dos avanços científicos, evitando especulações e a crenças em “neuromitos”.

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    JOGOS EDUCACIONAIS: CONTRIBUIÇÕES DA NEUROCIÊNCIA À APRENDIZAGEM

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    Este artigo tem como objetivo discutir as características dos jogos educacionais e suas contribuições à aprendizagem, procurando estabelecer relações com os conhecimentos da neurociência.

    Para tanto, foi realizada uma pesquisa teórica para sistematização de conceitos, características e elementos presentes nos jogos, como regras e restrições, narrativa, objetivos, interação, desafio, competição e conflito, resultados, recompensas e feedback, destacando suas contribuições à aprendizagem.

    Além disso, a pesquisa teórica abordou a cognição e a aprendizagem, apresentando considerações importantes de Vygotsky, como a mediação, a Zona de Desenvolvimento Proximal e as funções executivas. Ao mesmo tempo, apresenta conceitos da neurociência que reforçam as contribuições do uso dos jogos educacionais para a aprendizagem.

     

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